Nutri, trouxemos mais uma novidade para vocês que utilizam o Software Allivici! Quer agilizar a montagem dos planos alimentares?
Agora é possível duplicar o almoço no jantar. Confira como fazer isso no texto de hoje!
Essa funcionalidade agiliza muito a montagem do plano alimentar, já que é frequente orientarmos a composição dessas refeições de forma parecida. Essa se torna uma prática que propõe maior praticidade para a rotina alimentar do paciente e naturalmente contribui para um consumo mais adequado de micronutrientes ao longo do dia.
Conheça melhor essa funcionalidade em nosso Software! Acompanhe a seguir o passo a passo para utilizá-la em seu dia a dia no consultório:
2. Depois, quando já estiver na etapa de escolher os alimentos e a quantidade, você poderá duplicar arefeição do almoço no jantar. E automaticamente todos os alimentos inseridos no almoço, inclusive as opções para substituições, serão replicadas no campo “jantar”. O que otimiza o tempo e consequentemente agiliza a entrega da orientação ao paciente!
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Muitos profissionais usam um sistema nutricional para montar planos alimentares, mas existem muitas ferramentas de gestão que podem contribuir para a organização do seu consultório e clínica.
No último texto falamos sobre algumas que o Software Allivici oferece. Agora, vamos conferir com detalhes como emitir recibos e atestados?
Para a emissão desses documentos vá até a página “Agenda” (no menu lateral), lá é possível conferir todas as consultas realizadas. Ao lado direito de cada atendimento existem os botões: recibo e atestado.
2. Ao clicar na opção desejada uma página é aberta em uma nova aba com o documento pronto. Preste atenção se os pop-ups do servidor estão liberados, para que a página abra corretamente. Ambos são emitidos com: as informações de cadastro de cada paciente, além da data, logo, assinatura e o seu carimbo.
Para alterar as suas informações que aparecem nesses documentos vá em “Meu perfil”, no menu lateral. Além de modificar os seus dados é nessa área que você poderá efetivar a sua assinatura ilimitada!
Emitir esses documentos com apenas um clique deixará a sua rotina clínica muito mais prática, não acha? Estamos trabalhando bastante para deixar o nosso sistema cada vez mais completo. Tem sugestões de mudanças? Entre em contato conosco 🙂
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No atendimento nutricional avaliar o consumo de micronutrientes é uma etapa muito importante. Existem métodos diretos, como a dosagem sérica de vitaminas e minerais através de exames laboratoriais, assim como formas indiretas de avaliação.
Uma possibilidade é estimar o consumo de micronutrientes a partir do plano alimentar ou recordatório alimentar, por exemplo. Outra maneira é avaliar sinais e sintomas, pois muitos já demonstraram associação com a deficiência de micronutrientes (unhas fracas, palidez, fadiga, etc.).
O Questionário de Rastreamento Metabólico (QRM) também é uma ferramenta de avaliação indireta, com modelo original do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional. Ele indica possíveis associações entre os sintomas citados com a deficiência ou o excesso de micronutrientes.
Nós disponibilizamos esse recurso no Software Allivici. Confira como funciona:
Ainda na etapa de anamnese vá em “rastreamento metabólico”. É possível acessar informações de consultas anteriores em “histórico completo”.
Isso será importante para avaliar o progresso/melhora de sintomas ao longo do acompanhamento nutricional. Então, a cada consulta, ou em um intervalo determinado, realize o QRM com o seu paciente/cliente!
2. Ao iniciar o QRM uma lista de sintomas aparecem, o paciente/cliente deve responder a partir da frequência e severidade que o mesmo os sente. Aconselhamos que a pessoa preencha junto com o nutricionista durante o atendimento.
3. Ao fim das questões um relatório é gerado, com a pontuação total e um diagnóstico do próprio QRM, o qual indica as chances de hipersensibilidade. Além disso, também indica as possíveis associações dos sintomas citados com micronutrientes.
4. Existem sintomas que já foram associados com a contaminação por metais pesados, por isso essa relação também é indicada. Ao fim da página, clicando em “principais contaminantes” é possível identificar as principais fontes, alimentares ou não.
5. Como em outras ferramentas, também existe a possibilidade de fazer uma análise temporal dos resultados do QRM. Assim, fica mais simples de avaliar a melhora dos sintomas a partir da mudança alimentar proposta para o paciente/cliente!
Então nutri, você utiliza o Rastreamento Metabólico em suas consultas? Nos conte o que achou! Nos próximos tutoriais explicaremos outras ferramentas importantes!
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Uma parte essencial da anamnese nutricional é a etapa da antropometria, que diante da dinâmica do atendimento de cada profissional pode ser realizada em diferentes momentos. No entanto, em nosso softwareestá inserida na aba “anamnese dessa consulta”.
Existem diferentes protocolos para a antropometria, que é a avaliação corporal do cliente/paciente; momento em que diversas medidas são aferidas para o cálculo e análise de indicadores específicos e até da evolução em um processo de emagrecimento ou ganho de massa corporal.
Inclusive, já trouxemos outros textos sobre os métodos de avaliação corporal e a aplicação correta de cada um:
Confira como funciona a avaliação antropométrica em nosso software:
É possível acessar essa etapa tanto pelo menu lateral quanto na página inicial. Importante lembrar que essa é uma aba que fica disponível para preenchimento a cada consulta realizada. Também é possível editar os dados de consultas anteriores. É a partir dessas informações que a análise temporal é realizada no final do atendimento.
2. A primeira parte a ser preenchida é da estatura e peso corporal. São com esses dados que o Índice de Massa Corpórea (IMC) é calculado. Além do peso/estatura, ao fim da página também há disponível quase 20 medidas de circunferência, que são importantes para determinados cálculos de indicadores e também avaliar a progressão da perda ou ganho de medidas.
3. Outro passo importante é aferir as dobras cutâneas, ao escolher o protocolo a ser utilizado há indicação de quais precisam ser aferidas para o cálculo. É importante entender que cada protocolo é destinado para uma população. Já falamos sobre isso aqui.
4. Usar a bioimpedância como equipamento para auxiliar na avaliação antropométrica é muito comum. Por isso, também disponibilizamos campos para adicionar essas informações e deixar o seu prontuário de atendimento ainda mais completo.
5. A análise temporal é um relatório gerado a partir dos dados de cada consulta. Além da demonstração em gráfico os mesmos dados também aparecem em tabela (clicando no botão tabela, como indicado na imagem abaixo). Claro, é possível enviar esse resumo ao paciente por e-mail, ou salvar em pdf para imprimir!
O que achou dessa funcionalidade, nutri? Nos próximos tutoriais explicaremos outras ferramentas importantes!
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A anamnese nutricional é um momento repleto de “etapas”, geralmente realizado na primeira consulta nutricional, mas que pode ser “preenchido” conforme o paciente/cliente relata situações vividas nos atendimentos subsequentes.
Uma anamnese bem realizada é essencial para o primeiro planejamento alimentar, pois o profissional consegue antecipar diversas necessidades, restrições alimentares ou obstáculos que podem surgir durante o acompanhamento nutricional.
Inclusive, aos nutricionistas que realizam o atendimento online, o próprio conselho regional de nutrição de São Paulo elaborou um material (durante o período da pandemia) com maiores orientações para o atendimento à distância, o qual também ressaltou orientações para a anamnese nutricional.
O Software Allivici tem o potencial de auxiliar o nutricionista em diversas etapas do atendimento clínico, principalmente ao deixas essas mais simples e automatizadas.
Confira todas as etapas da anamnese disponíveis em nosso software:
Após o cadastro (confira o tutorial), uma nova consulta pode ser iniciada ou acesse “já realizadas” caso queira editar/completar alguma etapa de atendimentos anteriores. Importante: o menu lateral será o seu guia!
Deixamos como opção um espaço para anamnese que pode ser preenchido a cada atendimento realizado. Alguns dados, como exames bioquímicos, são diferentes a cada atendimento. Outro exemplo, o paciente começou a usar novos medicamentos. Por isso, a importância de ter uma “anamnese contínua”, e o Software Allivici proporciona isso! 🙂
2. A primeira etapa disponível para o preenchimento é dos “antecedentes“, os dados que são inseridos ficam aparecem em todas as consultas que são realizadas. Clicando em cada um dos campos uma nova página se abre para incluir especificidades sobre o histórico familiar, social, nutricional, etc.
Em “descrição das consultas” disponibilizamos um espaço em branco, para adicionar comentários e observações sobre cada atendimento, conforme a abordagem do profissional.
3. A parte de antropometria será melhor comentada em outro tutorial, mas está dentro do momento de anamnese por proporcionar uma coleta de informações importantes para o planejamento alimentar.
Na “escala de bristol” há espaço para registrar as informações coletadas pelo nutricionista (tipo, odor, presença de sangue, etc.). Já informações de sinais vitais, balanço hídrico, sinais e sintomas do trato gastrointestinal são preenchidas em “exame físico“.
Demonstraremos com mais detalhes as partes de rastreamento metabólico e recordatório alimentar em outro momento.
Em “histórico completo” é possível visualizar um resumo em tabela e gráfico com a junção dos dados de todos os atendimentos realizados. Ao fim do menu lateral também é possível ter acesso a essas mesmas páginas.
Nos próximos tutoriais explicaremos outras ferramentas importantes!
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Usar um software durante o atendimento permite que o nutricionista tenha apoio em diversas etapas, deixando tudo mais simples e automatizado. Para auxiliar quem é novo em nossa comunidade, segue o passo a passo de como realizar o cadastro de um paciente e iniciar uma nova consulta! Confira:
1. Para começar um novo cadastro vá no menu lateral, clique em paciente e depois cadastrar novo paciente. Se preferir, na tela inicial também há um atalho chamado “cadastrar novo paciente“;
2. Então, preencha os campos que aparecem. São três os obrigatórios: nome completo, CPF (garante que não tenham cadastros duplicados e facilita no momento da emissão de nota fiscal) e data de nascimento (indicamos todos os aniversariantes do mês).
Além disso, recomendamos inserir o e-mail da pessoa para que consiga enviar os resultados de Antropometria e do Plano Alimentar de forma automatizada quando finalizar a consulta. Indique também se o paciente apresenta alguma especificidade indicada (atleta, gestante, etc.), pois interfere na etapa de antropometria.
3. Após cadastrar um novo paciente você é direcionado para o começo de um novo atendimento. Caso a consulta seja para uma pessoa já cadastrada, no menu lateral clique em “pacientes”, depois em “listar” e selecione a pessoa desejada. Também é possível acessar a mesma página por um atalho na tela inicial: “cadastrar nova consulta“.
Tenha melhor controle financeiro do seu consultório preenchendo se o atendimento foi ou não pago e qual a forma de pagamento. É através do menu lateral que há acesso à essa ferramenta tão importante!
4. Para editar os dados de uma consulta já realizada, no menu lateral clique em “listar pacientes”, depois no nome da pessoa desejada e então em “acessar consultas já realizadas“. Lembrando que ao clicar no nome do paciente todas as ferramentas/funcionalidades específicas da consulta já aparecem (avaliação clínica, conduta, etc.) e você pode editar cada uma delas.
Nos próximos tutoriais explicaremos cada etapa que constitui uma consulta nutricional. Tenha um atendimento cada vez mais completo com o auxílio do nosso software!
Nutri, gostou de saber como utilizar essa ferramenta do Software Allivici?
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O Software Allivici tem o potencial de auxiliar o nutricionista em diversas etapas do atendimento clínico, principalmente ao deixar diversas etapas mais simples e automatizadas.
Alguns materiais podem ser enviados diretamente ao paciente, por e-mail. Uma dica é deixar essas páginas personalizadas! Confira o passo a passo de como fazer isso:
Após realizar o seu acesso com usuário e senha, ainda na página inicial clique em “editar meu perfil”.
2. Na “área de usuário” diversos dados cadastrais são editáveis. Adicione a sua foto ou logo ao seu perfil! Assim, sempre que acessar o nosso site terá uma página inicial com a sua cara!
3. Além disso, é possível adicionar ou editar a imagem de logotipo e de rodapé. Em “frase de rodapé” uma ideia é colocar o seu telefone ou e-mail de contato.
4. As informações adicionadas estarão disponíveis em materiais que são enviadas ao paciente, como o plano alimentar ou a evolução antropométrica.
Nutri, gostou de saber como utilizar essa ferramenta do Software Allivici?
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Ser nutricionista autônomo no atendimento nutricional de consultório não é tarefa fácil. Principalmente por quão pouco é aprendido sobre a área ainda na faculdade. Não é incomum escutar relatos de nutricionistas que gostariam de ter aprendido mais sobre a área durante a graduação.
Mesmo para aqueles que se dedicaram aos estágios e cursos durante a formação, a maioria só descobre depois quanto trabalho há por trás da dinâmica dos atendimentos, especializações, ou identificação das próprias habilidades e pontos de melhoria.
Por isso, adquirir mais segurança e obter conhecimento técnico são pontos muito importantes para o nutricionista. Para auxiliar nessa jornada, confira essas quatro dicas essenciais para gerenciar um consultório de nutrição:
Ferramentas facilitadoras: além de livros, materiais de apoio e bons equipamentos, um software completo como o Allivici torna a sua rotina de atendimentos muito mais assertiva.
Conheça todas as nossas funcionalidades:
Organização financeira: na faculdade o nutricionista dificilmente aprende sobre empreendedorismo, finanças ou atendimento ao cliente; três pontos importantes para a gestão de consultório que são facilitados pelo https://allivici.com.br Por isso, a importância de aprender sobre outras áreas e contar com auxílio também!
Que tal nos conhecer melhor?
Apoio profissional: quer você seja recém-formado, ou tenha anos de carreira, o apoio de colegas de profissão ao longo do caminho é essencial. Muitas vezes, só é possível descobrir novas soluções ao compartilhar situações vividas com quem entende o contexto.
Sabendo da importância disso, agora temos um Grupo de Estudos disponível a todos:
Aprimoramento: é mais simples fazer uma trilha guiado ou por conta própria? No Allivici acreditamos que bons profissionais guiam profissionais melhores ainda. Por isso, sempre divulgamos cursos e eventos que podem tornar a sua prática clínica ainda mais completa.
Confira um vídeo em nosso Canal do Youtube que pode te trazer ainda mais conhecimento sobre o assunto:
A cada começo de ano todos são estimulados a refletir mais sobre as suas vidas, relações, escolhas e mudanças desejadas. Por isso, a campanha sobre saúde mental e emocional acontece nesse período de forma muito propícia (1).
Para o ano de 2023 o Instituto Janeiro Branco se inspirou em um dos maiores escritores brasileiros e escolheu abordar o tema “equilíbrio”.
Na nutrição, falar dos cuidados com a saúde mental também é muito importante, tanto para um cuidado próprio do profissional, como também para uma melhor atenção aos seus clientes.
Quando o cuidado com o outro é uma atividade exercida a nível profissional, como é o caso do nutricionista, uma maior atenção para o autocuidado deve existir.
(Photo by Alex Green from Pexels)
Muitas questões externas são trazidas até o nutricionista no consultório e saber lidar com essa realidade é essencial para uma melhor saúde mental. Estes três pontos poderão te ajudar:
Compreender que você é apenas um auxiliar na mudança do outro, não o responsável;
Procurar o auxílio de outro nutricionista, ou um psicólogo, caso enfrente questões com a alimentação e o próprio corpo;
Trabalhar com parcerias no desenvolvimento de projetos poderá te trazer mais segurança, principalmente se estiver no início da carreira.
O nutricionista não atua ativamente com o tratamento da saúde mental e emocional, mas obter conhecimento sobre o tema é essencial para conceder mais atenção ao paciente. Reflita:
Manter uma escuta ativa é um dos principais pontos para promover estratégias efetivas durante o tratamento e prezar pelo vínculo terapêutico,
Respeitar os limites de cada e os seus estágios de mudança, mas sem deixar de lado intervenções ativas e reforçar a importância de algumas ações;
Saber quais são os seus limites profissionais, ou seja, até que ponto o nutricionista pode ajudar? É preciso identificar o momento de sugerir um encaminhamento para outros especialistas, por exemplo.
Seja você recém-formado, ou nutricionista com anos de carreira, muitos obstáculos ainda podem cruzar o seu caminho. Por isso, o apoio de outras pessoas é fundamental, principalmente de colegas de profissão.
Ao compartilhar situações e dividir inquietações, você descobrirá como algumas são mais comuns do que imaginava. A sensação de insegurança ao atender é um exemplo, profissionais com anos de mercado relatam tal experiência quando se deparam com um caso diferente ou são convidados para palestrar em um novo local.
Olhando por outra perspectiva, muitas vezes, se sentir inseguro pode ser um indicativo de áreas que merecem atenção e aprimoramento. O exercício de olhar para si e identificar pontos de melhoria é essencial para cuidar do próximo.
Trabalhar no desenvolvimento pessoal, adquirir mais segurança e obter conhecimento técnico são pontos muito importantes para o nutricionista. Por isso, selecionamos cinco ferramentas que podem te auxiliar a conduzir um atendimento nutricional de sucesso:
Parceria entre profissionais
Psicólogos, educadores físicos e fisioterapeutas, por exemplo, são profissionais que podem manter um contato mais próximo com nutricionistas. Diversos modelos de parcerias podem ser estabelecidos, o mais importante é alinhar propósitos e expectativas.
Claro, as parcerias também podem acontecer entre nutricionistas. Criar projetos em conjunto, compartilhar casos, pedir por uma segunda opinião em condutas clínicas, ou até dividir espaços de trabalho. Essas são boas ideias para quem está no começo ou em transição de carreira.
Rotina de estudos
A constante atualização é essencial, podendo acontecer em cursos, especializações e eventos, mas principalmente no dia a dia, com uma rotina estabelecida de estudos. A implantação desse hábito faz muita diferença no atendimento de cada paciente/cliente.
É possível começar da forma que preferir, mas estabeleça um dia e horário. Inclua na pauta artigos sobre um caso recente que se deparou, ou um artigo recém lançado sobre a sua área de atuação.
Materiais de apoio
É muito importante que todo material para estudo e direcionamento de conduta seja validado ou escrito com base em artigos científicos com alta relevância.
Por isso, tenha livros de confiança como base e artigos que apresentem uma metodologia sólida e tenham sido publicados em revistas criteriosas.
Aqui mesmo também é possível encontrar outros materiais de apoio, confira as nossas lâminas sobre Introdução Alimentar e Aleitamento Materno: https://www.allivici.com.br/Home/Laminas
Software de nutrição
Ter à disposição um software completo pode ser a solução para quem destina a maior parte do seu tempo com cálculos. Essa também é uma forma de valorizar o seu trabalho, destinando mais tempo para atender ou se aprimorar.
Há três etapas que um software facilita: estimativa da necessidade energética e gasto calórico, cálculo de macro e micronutrientes e o acompanhamento dos parâmetros de composição corporal. Faça um teste de 30 dias, gratuitamente: https://www.allivici.com.br
Conhecimento dos métodos de avaliação corporal
Essa é uma etapa essencial da avaliação nutricional, por isso precisa ser realizada da maneira correta, seguindo os protocolos adequados para cada população e com uma aferição precisa das medidas.
Mesmo que no software que você utilize tenha a função de cálculo automático, ou caso faça o uso da bioimpedância, um conhecimento mais aprofundado desses métodos é essencial.
Por isso, separamos dois textos nos quais falamos justamente sobre isso, confira:
Nesse mês temos uma importante campanha que merece a atenção de todos: “Setembro Amarelo”. No Brasil, aproximadamente 12 mil casos de suicídio são registrados todos os anos, com quase 97% desses associados a algum transtorno psiquiátrico (1).
É com o objetivo de reduzir esses números que todos precisam estar envolvidos nesse movimento. Os profissionais da saúde podem, e devem, ser os principais capacitados na identificação de possíveis sinais de atenção. Então, teria o nutricionista um papel nesse cenário?
O modelo terapêutico baseado na escuta ativa possibilita o profissional a receber muitos relatos pessoais, os quais podem indicar sinais para depressão ou comportamentos de possível risco para suicídio.
Para esses casos, mesmo que o nutricionista não seja apto para avaliá-los, o mesmo pode estar atento aos sinais e realizar o devido encaminhamento para um psicólogo, principalmente devido ao vínculo terapêutico já existente com o cliente.
Também é importante ressaltar que muitos nutricionistas atendem pessoas com transtornos alimentares, para esse público, a atenção deve ser redobrada.
Dois estudos brasileiros apontaram maior risco para suicídio entre pessoas com sintomas para transtornos alimentares, sendo esse agravado quando também havia sintomatologia de depressão (2,3).
Há uma correlação entre transtornos alimentares e risco para suicídio, mas ainda não há clareza sobre essa associação, ou seja, se a presença do transtorno alimentar pode ser considerado um fator de risco para suicídio (4).
Porém, esse é um dado importante a ser considerado na conduta clínica do nutricionista, para que esse esteja mais atento aos possíveis sinais e mais preparado para realizar um encaminhamento profissional.
Assim, o nutricionista pode ser mais uma “porta de entrada” para o atendimento desse público que precisa de suporte e atenção profissional. Além de psicólogos parceiros, você também pode indicar os canais do Centro de Valorização da Vida !
Na próxima semana nós celebramos o Dia do Nutricionista (31/08).
O nutricionista enfrenta muitas dificuldades profissionais, mas há tantas outras situações que podem nos motivar a continuar. Já pensou em como você pode se surpreender sendo nutricionista?
Hoje, em homenagem à profissão, nós trouxemos a história de uma nutricionista para que possamos refletir sobre a mudança de vida podemos proporcionar:
“Quando eu decidi cursar Nutrição não fazia ideia do que me esperava pela frente na vida profissional. Já nos estágios eu percebia que me identificava mais com o atendimento em consultório. Porém, ingressar na área clínica, que me brilhava os olhos, não foi fácil.
Apesar das dificuldades, fico feliz ao perceber que, com o trabalho que venho construindo ao longo desses 11 anos, todas as pessoas que passam por atendimento levam muito de nós, assim como deixam um pouco de si.
Alguns casos sempre nos marcam mais, talvez porque me permitem observar de forma tão clara e forte o quanto a nutrição pode mudar a vida das pessoas. Hoje vou contar um bem especial para mim.
Há mais ou menos dois anos eu atendi um casal. A esposa apresentava endometriose e um quadro autoimune, também estava em uso de medicação contra indicada para o período gestacional. Ambos já se encontravam sem acreditar que seria possível engravidarem. Começamos com um tratamento visando melhorar a qualidade alimentar do casal.
Muito dispostos a mudar os hábitos, começaram a comprar alimentos orgânicos e usar a suplementação adequada. Em 4 meses eu recebo uma mensagem me dizendo que teríamos que mudar a linha de tratamento porque ela havia engravidado!
Comemorei junto com eles! Claro, eu sei que a concepção depende de fatores que transcendem o entendimento humano, mas acredito muito que podemos preparar o terreno biológico. E assim, acompanhando as mudanças de muitas famílias, me sinto honrada e grata por ter escolhido a profissão nutricionista!”
E você, nutricionista? Tem sentido que a sua escolha profissional é gratificante?
Tem enfrentado dificuldades? Talvez algumas estratégias podem te ajudar, confira aqui. Quando você se sentir desanimado, pense: “o que me motiva a continuar?” Muitas vezes, no fim do dia, é isso que importa!
Outros posts sobre a vida de nutricionista que você pode gostar:
Recado importante: esse texto expressa uma opinião pessoal, ou seja, não é um aconselhamento profissional e você não precisa concordar comigo! Boa leitura 🙂
Sabemos que a motivação e prontidão para mudar são fatores essenciais para que resultados sejam obtidos no tratamento nutricional. E quando o paciente não está motivado? Podemos motivá-lo a mudar?
É importante lembrar que ninguém é capaz de motivar o outro (1), já que a motivação é um aspecto intrínseco, o que o profissional pode fazer é encontrar estratégias para que o próprio indivíduo se motive. Como fazer isso? Falaremos disso daqui a pouco!
No livro “Como Aprendemos a Comer” há um trecho bem interessante sobre o trabalho do nutricionista:
“Os que entram na profissão de nutricionista tendem, por razões muito boas, a desenvolver um forte desejo de mudar os outros (…) os seres humanos não respondem diante de ordens, sobretudo quando se trata de algo tão pessoal quanto o que colocar na boca”. Bee Wilson
Muitas vezes, caímos na cilada de querer mudar o outro, e pode ser que na melhor das intenções, o enchemos de “conselhos e dicas” sem considerar outros fatores muito importantes.
Existem técnicas destinadas para o acompanhamento nutricional que facilitam o desenvolvimento do vínculo clínico. Dessa forma, o paciente entende o ambiente terapêutico em que se encontra e pode atingir os resultados esperados com maior motivação.
Fonte: Livro “Motivación e intervención social”
O que também podemos fazer?
Entrevista motivacional: essa é uma forma de conduta terapêutica que permite que o nutricionista seja facilitador de um processo de mudança. Não são realizadas imposições, há responsabilidade de ambas as partes no tratamento, e planejamento em conjunto de ações comprometidas;
Educação nutricional: quem não gosta de entender mais sobre o que acontece com o próprio corpo? É importante que, de forma simples, processos fisiológicos sejam esclarecidos. Essa prática pode até mesmo instigar o paciente/cliente a realizar o que está sendo proposto, já que agora entende melhor a razão disso;
Olhar além da nutrição: há muitas questões que transpassam as alimentares e podem impedir que o nutricionista dê continuidade em seu trabalho. É essencial que o profissional tenha essa percepção e consiga realizar o encaminhamento necessário (psicólogo, educador físico, etc).
A postura tradicional de autoridade adotada por muitos profissionais de saúde pode, na verdade, aumentar a resistência nos processos de mudança de comportamento.
Desenvolver uma nova percepção não é um caminho fácil, mas ele é possível de ser trilhado e pode auxiliar muito no trabalho do nutricionista!
Até mais!
Referências
DUNKER, K.; ALVARENGA, M.; TIMERMAN, F.; VICENTE, C.; TEIXEIRA, P. Fundamentos e técnicas da entrevista motivacional para Nutrição in Comportamento Alimentar. p. 201-225, 2020.
Recado importante: esse texto expressa uma opinião pessoal, ou seja, não é um aconselhamento profissional e você não precisa concordar comigo! Boa leitura 🙂
Para muitos a celebração da páscoa pode ser resumida em uma palavra: chocolate! No entanto, você sabe o significado dessa data? Diferentes percursos e significados podem ser encontrados até o primeiro registro da produção de um ovo de chocolate, em 1873.
Lebres e ovos coloridos eram símbolos da fertilidade e renovação na mitologia nórdica. No judaísmo, a páscoa simboliza a libertação dos judeus. Para o cristianismo, a ressurreição de Cristo.
Mas, foi só com o catolicismo que uma associação com o chocolate começou. Ao acreditarem que a bebida feita do cacau não poderia quebrar o jejum da quaresma, o consumo desse alimento foi sendo inserido nessa época festiva (1).
https://en.wikipedia.org/wiki/Pysanka
Atualmente, o chocolate ainda cumpre um papel simbólico. Conforme a data se aproxima, ovos de páscoa são vistos em todas as lojas e maior é a motivação externa para comer esse alimento.
Como o nutricionista pode orientar esse consumo?
Há orientações nutricionais que precisam ser baseadas em restrições alimentares, mas não quer dizer que um produto sem açúcar ou lactose será necessariamente mais saudável.
É importante ressaltar ao cliente/paciente que tudo dependerá do contexto e que nenhum consumo em excesso, independente do alimento, é saudável.
Antes da data é possível indicar produtos ou receitas, principalmente em casos de pessoas com restrições alimentares que gostem de preparações diferentes em datas celebrativas. Algumas sugestões:
Em consulta posterior à data, é importante abordarsobre o consumo de chocolate e outros alimentos durante a páscoa. Muitas pessoas podem realizar restrições ou compensações disfuncionais e o aconselhamento nutricional será essencial para esses casos.
E você, vai fazer questão de comer chocolate nessa data? Quais fatores estão guiando a sua escolha? Já parou para pensar como é a sua relação com a comida?
O Dia Mundial da Água (22/03) foi criado em 1992 visando promover mais discussões e ações sobre o consumo de recursos hídricos no mundo (1). O Brasil detém, em seu território, a maior parte do Aquífero Guarani, mas a disponibilidade atual de água já está sendo um fator limitante para o desenvolvimento social e econômico do país (2).
Além de ser essencial para a maioria dos serviços, a água é um recurso indispensável para a produção de alimentos, assim a segurança alimentar é também dependente da segurança hídrica e ações que promovam a sustentabilidade (3).
Na nutrição, muito se fala sobre a importância da adequada ingestão hídrica visando a hidratação do paciente. Porém, o papel do nutricionista também envolve orientar um uso mais sustentável de água ao:
Fazer compras: é importante priorizar marcas e produtores que estejam comprometidos com causas sustentáveis e em reduzir a pegada hídrica (PH);
Atuar em restaurantes: nutricionistas que atuam em Unidades de Alimentação e Nutrição (UAN) também podem avaliar a PH para um melhor planejamento de cardápio (4);
Higienizar os alimentos: para a produção de refeições em grande escala, quanto menor o número de processos da higienização que envolvem água, melhor. Uma alternativa é a compra dos itens já higienizados.
No ambiente doméstico, o volume de água pode ser economizado ao tampar a pia na etapa de tirar os resíduos em água corrente. Deixar o máximo de frutas e vegetais juntos na solução de hipoclorito também auxilia no menor consumo de água;
Cozinhar: a água do cozimento e branqueamento de alguns alimentos pode ser utilizada para o primeiro demolho de leguminosas, por exemplo, já que essa água será desprezada.
Diante das consequências ambientais que o mundo atual enfrenta, uma maior atenção ao uso sustentável dos recursos naturais é mais do que essencial. Por isso, é imprescindível que todos estejam mais atentos para essas novas demandas, inclusive os profissionais nutricionistas.
Estamos nos aproximando do início de um novo mês, para os estudantes esse é o momento de se programar para voltar às aulas. Mas, para o recém-formado um novo ciclo se inicia.
Sim, começar não é fácil. Diante das alegrias busque celebrar cada conquista, já ao encarar dificuldades e frustrações tente sempre se lembrar de quem você é e o que a profissão simboliza em sua vida.
A cada começo novas escolhas se apresentam. Algumas serão mais fáceis do que outras, umas podem te distanciar dos seus objetivos, e outras que, sem você saber, podem te aproximar deles.
A carreira é construída no dia a dia e vai muito além de certificados. O sucesso profissional é individual e pode estar conectado aos seus valores e objetivos.
Ser nutricionista é estar disposto a nutrir, sejam pessoas, comunidades, ou bases científicas. Como começar sendo recém formado? Nós separamos cinco pontos que podem ser muito importantes:
Autocuidado: estabelecer prioridade no autocuidado é essencial para cuidar do próximo. Busque manter uma rotina condizente com a sua realidade, ter apoio da psicoterapia e realizar supervisão profissional;
Apoio profissional: ter o apoio de colegas de profissão, poder trocar experiências e compartilhar condutas clínicas pode te proporcionar maior segurança para desenvolver o seu trabalho;
Rotina de estudos: a vida de estudos após a graduação não acaba, mas tenha em mente que você não precisa “saber tudo”, pois cada um possui a sua especialização e área de atuação. Uma forma de valorizar o seu tempo é ter um software como o do Allivici, assim, sobra mais tempo para estudar e se atualizar;
Organização financeira: se possível, tenha uma reserva de emergência, esse apoio financeiro pode te proporcionar mais tranquilidade nesse começo de carreira. Ter o apoio de um profissional contador e de outros que possam te orientar é de grande auxílio também;
Flexibilidade emocional: medo, tensão, frustração e outras vivências negativas irão transpor o seu caminho, mas precisamos encontrar outras formas de encará-las. A insegurança, por exemplo, pode até mesmo ser positiva, pois demonstra as nossas limitações e como podemos aprimorá-las.
Te desejamos coragem para buscar o que foi sonhado e persistência em continuar.
Recado importante: esse texto expressa uma opinião pessoal, ou seja, não é um aconselhamento profissional e você não precisa concordar comigo! Boa leitura 🙂
A cada começo de ano, assim como na volta de feriados e outros períodos de celebrações, muitas pessoas se deparam com as mudanças desejadas e querem encontrar, de forma rápida, os resultados esperados.
O nutricionista é o profissional procurado quando essas mudanças envolvem a alimentação, saúde e emagrecimento. Diante do desejo de resultados imediatos, muitos se frustram ao se depararem com as dificuldades diárias encaradas durante essa jornada.
Então, como motivar o seu paciente a continuar?
Instigar uma maior consciência: conversar sobre o que aconteceu até o presente momento pode ser uma forma de levar o paciente a refletir sobre a própria história. Entendendo que muitos fatores e um intervalo de tempo foram necessários para chegar até essa condição; assim, outros também serão para atingir determinada mudança;
Focar no longo prazo: visando que grandes mudanças não ocorrem de uma semana para outra, estabelecer pequenas metas pode motivar o paciente a entender que está em processo, assim, focar no longo prazo pode ser benéfico;
Celebrar quaisquer conquistas: apesar de imediatismos não serem incentivados, no curto prazo as conquistas precisam ser reconhecidas, caso contrário, o objetivo final fica distante demais, tornando-se algo inatingível. Por isso, incentive o seu paciente a celebrar quaisquer melhoras durante o tratamento;
É importante lembrar que ninguém é totalmente capaz de motivar o outro, já que esse é um aspecto intrínseco, mas é possível fazer uso de estratégias para despertar isso no outro. Como você pretende guiar os seus pacientes ou clientes neste começo de ano?
Recado importante: esse texto expressa uma opinião pessoal, ou seja, não é um aconselhamento profissional e você não precisa concordar comigo! Boa leitura 🙂
Para quem sai da faculdade de nutrição em busca de realizar atendimentos em consultório, esse caminho pode ser mais longo e com percalços peculiares. A prática da experiência clínica não aprendemos na faculdade, e pessoalmente, ainda menos sobre manejo terapêutico. Em momentos de orientação nutricional essa habilidade se torna essencial.
Falar sobre os sinais de fome, saciedade e a percepção desses pode ser desafiador na prática. Esse é um tópico mais abordado em condutas focadas no comportamento alimentar, mas pode ser aplicada por todos os nutricionistas em diversos quadros clínicos. A questão é: como essa orientação pode ser realizada?
O consumo alimentar é orientado e regulado por fatores homeostáticos, hedônicos e cognitivos, os quais interagem entre si.
A prescrição nutricional vai de encontro com as necessidades fisiológicas do paciente, como a necessidade energética total (NET), ou a quantidade de proteína por quilo de peso dependendo do objetivo atual, por exemplo.
Porém, nem sempre a percepção dos níveis de fome e saciedade são abordadas, mas esse é um tópico essencial para que o paciente entenda melhor sobre os seus limites e tenha mais autonomia alimentar.
A fomepode ser explicada a partir de uma gradação, cada um irá percebê-la de forma diferente, mas alguns sinais são comuns para a maioria das pessoas:
fisiológicos: boca amargar, barriga roncar, dor de cabeça, irritação;
cognitivos: pensamentos voltados para a comida, memórias alimentares;
sensoriais: olfato aguçado, aumento da salivação, alterações neuroendócrinas diante da presença do alimento.
O que chamamos, comumente, de saciedade pode ter diferentes significados para quem escuta, por isso, é importante diferenciar alguns termos técnicos:
saciação: associada a distensão estomacal devido o consumo alimentar;
saciedade: associada a liberação de leptina e absorção de nutrientes;
satisfação: associada com a liberação de dopamina, sensibilidade à recompensa, desejo de comer, nível inicial de fome e reconhecimento dos aspectos sensoriais da refeição.
Por isso, quando o paciente se diz “satisfeito” com certa refeição, do que exatamente ele está falando? É importante que o nutricionista tenha esse olhar (ou melhor, escuta), podendo então realizar melhores prescrições, e orientações nutricionais!
Deixo como sugestão, para consulta e estudos, alguns artigos que falam sobre os aspectos metabólicos e neuroendócrinos da fome e saciedade:
Recado importante: esse texto expressa uma opinião pessoal, ou seja, não é um aconselhamento profissional e você não precisa concordar comigo! Boa leitura 🙂
Saiba quatro formas de cuidar mais de si
Faz poucas semanas que encerramos o mês de campanha em prevenção ao suicídio, Setembro Amarelo, e apesar de ainda estarmos a alguns meses de Janeiro Branco, saúde mental é um assunto a ser falado o ano inteiro, não acha?
Além de tudo, hoje é o Dia Mundial da Saúde Mental, por isso o assunto será sobre como cuidar mais de si e zelar por sua saúde mental sendo nutricionista.
A postura tradicional de autoridade, adotada por alguns profissionais de saúde, pode não proporcionar um ambiente terapêutico seguro para o paciente/cliente. Já observou como algumas pessoas sentem medo de serem transparentes no consultório?
Quando o profissional apresenta uma escuta ativa, a chance das pessoas se sentirem mais confortáveis e compartilharem muito mais sobre si são bem maiores. Atuar dessa forma promove resultados mais satisfatórios, mas exige mais energia. Então, como cuidar mais de si?
Entender que ninguém muda ninguém: não caia na cilada de querer mudar o outro, e na melhor das intenções, enchê-lo de “conselhos”. Inclusive, isso pode aumentar a resistência nos processos de mudança de comportamento. Lembre, o nutricionista é apenas um facilitador!
Separar ‘você’ da sua ‘profissão’: somos muito mais do que nutricionistas, essa divisão pode parecer turva muitas vezes, mas se lembrar disso é necessário. Possuir uma profissão não te isenta de não ter questões nessa mesma área. Inclusive, ter dificuldade para se alimentar como gostaria é normal, ok?
Realizar acompanhamento psicológico: se colocar como prioridade para cuidar do próximo é muito necessário. Inclusive, buscar acompanhamento com um psicólogo é determinante para conseguir desenhar uma linha mais clara entre você e sua profissão. Muitas questões externas são trazidas até nós em consultório, saber lidar com isso é essencial para nossa saúde mental.
Ter apoio profissional: alguns nutricionistas podem se ver em uma situação profissional um tanto competitiva. Por isso, ainda há muita insegurança para trabalhar com parcerias. Só que ter apoio pode ser essencial para o seu trabalho. Já pensou em desenvolver projetos em grupo, dividir um consultório, ou até mesmo apenas compartilhar das dores e alegrias que é ser nutricionista?
Como sugestão, também deixamos outros textos – já postados aqui no Blog do Allivici, que complementam muito bem os pontos sugeridos:
Recado importante: esse texto expressa uma opinião pessoal, ou seja, não é um aconselhamento profissional e você não precisa concordar comigo! Boa leitura 🙂
Sabemos que a motivação e prontidão para mudar são fatores essenciais para que resultados sejam obtidos no tratamento nutricional. E quando o paciente não está motivado? Podemos motivá-lo a mudar?
É importante lembrar que ninguém é capaz de motivar o outro (1), já que a motivação é um aspecto intrínseco, o que o profissional pode fazer é encontrar estratégias para que o próprio indivíduo se motive. Como fazer isso? Falaremos disso daqui a pouco!
Recentemente eu li um livro que fala bastante sobre a forma que aprendemos a comer, e como podemos mudar nosso comportamento. Há um trecho bem interessante sobre o trabalho do nutricionista:
“Uma das nossas maiores ciladas (…) é a persuasão. Os que entram na profissão de nutricionista tendem, por razões muito boas, a desenvolver um forte desejo de mudar os outros (…) os seres humanos não respondem diante de ordens, sobretudo quando se trata de algo tão pessoal quanto o que colocar na boca”. Bee Wilson
Muitas vezes, caímos na cilada de querer mudar o outro, e na melhor das intenções, o enchemos de “conselhos”. Ao achar que “conhecimento” basta, podemos deixar de considerar fatores muito importantes.
Fonte: Livro “Motivación e intervención social”
O que também podemos fazer?
Entrevista motivacional: essa é uma forma de conduta terapêutica que permite que o nutricionista seja facilitador de um processo de mudança. Não são realizadas imposições, há responsabilidade de ambas as partes no tratamento, e planejamento em conjunto de ações comprometidas;
Educação nutricional: quem não gosta de entender mais sobre o que acontece com o próprio corpo? É importante que, de forma simples, processos fisiológicos sejam esclarecidos. Essa prática pode até mesmo instigar o paciente/cliente a realizar o que está sendo proposto, já que agora entende melhor a razão disso;
Olhar além da nutrição: há muitas questões que transpassam as alimentares e podem impedir que o nutricionista dê continuidade em seu trabalho. É essencial que o profissional tenha essa percepção e consiga realizar o encaminhamento necessário (psicólogo, educador físico, etc).
A postura tradicional de autoridade adotada por muitos profissionais de saúde pode, na verdade, aumentar a resistência nos processos de mudança de comportamento.
Desenvolver uma nova percepção não é um caminho fácil, mas ele é possível de ser trilhado e pode auxiliar muito no trabalho do nutricionista!
Até mais!
Referências
DUNKER, K.; ALVARENGA, M.; TIMERMAN, F.; VICENTE, C.; TEIXEIRA, P. Fundamentos e técnicas da entrevista motivacional para Nutrição in Comportamento Alimentar. p. 201-225, 2020.
Na segunda-feira (31/08), nós celebramos o Dia do Nutricionista.
De fato, o nutricionista enfrenta muitas dificuldades profissionais, mas há tantas outras situações que nos motivam a continuar. Já pensou em como você pode se surpreender, no dia a dia, sendo nutricionista?
Hoje, em homenagem à profissão, nós trouxemos uma história para que possamos refletir sobre a mudança de vida que o cuidado nutricional pode proporcionar:
“Quando eu decidi cursar Nutrição não fazia ideia do que me esperava pela frente na vida profissional. Já nos estágios eu percebia que me identificava mais com o atendimento em consultório. Porém, ingressar na área clínica, que me brilhava os olhos, não foi fácil.
Apesar das dificuldades, fico feliz ao perceber que, com o trabalho que venho construindo ao longo desses 11 anos, todas as pessoas que passam por atendimento levam muito de nós, assim como deixam um pouco de si.
Alguns casos sempre nos marcam mais, talvez porque me permitem observar de forma tão clara e forte o quanto a nutrição pode mudar a vida das pessoas. Hoje vou contar um bem especial para mim.
Há mais ou menos dois anos eu atendi um casal. A esposa apresentava endometriose e um quadro autoimune, também estava em uso de medicação contra indicada para o período gestacional. Ambos já se encontravam sem acreditar que seria possível engravidarem. Começamos com um tratamento visando melhorar a qualidade alimentar do casal.
Muito dispostos a mudar os hábitos, começaram a comprar alimentos orgânicos e usar a suplementação adequada. Em 4 meses eu recebo uma mensagem me dizendo que teríamos que mudar a linha de tratamento porque ela havia engravidado!
Comemorei junto com eles! Claro, eu sei que a concepção depende de fatores que transcendem o entendimento humano, mas acredito muito que podemos preparar o terreno biológico. E assim, acompanhando as mudanças de muitas famílias, me sinto honrada e grata por ter escolhido a profissão nutricionista!”
E você, nutricionista? Tem sentido que a sua escolha profissional é gratificante?
Tem enfrentado dificuldades? Talvez algumas estratégias podem te ajudar, confira aqui. Quando você se sentir desanimado, pense: “o que me motiva a continuar?” Muitas vezes, no fim do dia, é isso que importa!
Outros posts sobre a vida de nutricionista que você pode gostar: