Atualidades

Janeiro Branco: Qual é o papel da nutrição na saúde mental?

A cada começo de ano todos são estimulados a refletir mais sobre as suas vidas, escolhas e mudanças desejadas. Por isso, a campanha sobre saúde mental e emocional em janeiro acontece de forma muito propícia (1).

O nutricionista não é o profissional responsável por esse cuidado, mas obter conhecimento sobre o tema é essencial para conceder mais atenção ao paciente/cliente. 

  • Manter uma escuta ativa é um dos principais pontos para promover estratégias efetivas durante o tratamento e prezar pelo vínculo terapêutico;
  • Respeitar os limites de cada um e os seus estágios de mudança, mas sem deixar de lado intervenções ativas e reforçar a importância de estratégias/ações; 
  • Saber até que ponto o nutricionista pode auxiliar, é preciso identificar o momento de sugerir um encaminhamento para outros especialistas, como psicólogo, por exemplo;
  • Nutricionistas que atendem pessoas com transtornos alimentares devem ter atenção atenção redobrada, principalmente para sinais de depressão ou comportamentos de possível risco para suicídio.

Além disso, o consumo alimentar exerce um papel importante na saúde mental, pois há nutrientes que são essenciais para o funcionamento do sistema neuroendócrino. 

Os mesmos apresentam papel importante na produção de neurotransmissores associados com a regulação do humor, apetite e cognição; como serotonina, dopamina e norepinefrina. Falamos com mais detalhes em outro texto, confira: https://blog.allivici.com/index.php/2022/02/24/ha-relacao-entre-alimentacao-depressao-e-ansiedade/ 

Por fim, o nutricionista exerce uma atividade profissional de cuidado com o outro, por isso um maior autocuidado deve existir. Algumas recomendações importantes: 

  • Compreender que você é apenas um auxiliar na mudança do outro, não o responsável; 
  • Procurar o auxílio de outro nutricionista, ou um psicólogo, caso enfrente questões com a alimentação e o próprio corpo; 
  • Trabalhar com parcerias no desenvolvimento de projetos poderá te trazer mais segurança, principalmente se estiver no início da carreira. 

Tenha acesso a mais informações sobre o tema na página: https://janeirobranco.com.br

Até mais, 

Um ótimo 2024!

Vida de nutricionista

Janeiro Branco: Nutrição e Saúde Mental?

A cada começo de ano todos são estimulados a refletir mais sobre as suas vidas, relações, escolhas e mudanças desejadas. Por isso, a campanha sobre saúde mental e emocional acontece nesse período de forma muito propícia (1). 

Para o ano de 2023 o Instituto Janeiro Branco se inspirou em um dos maiores escritores brasileiros e escolheu abordar o tema “equilíbrio”. 

Na nutrição, falar dos cuidados com a saúde mental também é muito importante, tanto para um cuidado próprio do profissional, como também para uma melhor atenção aos seus clientes. 

Quando o cuidado com o outro é uma atividade exercida a nível profissional, como é o caso do nutricionista, uma maior atenção para o autocuidado deve existir.

(Photo by Alex Green from Pexels)

Muitas questões externas são trazidas até o nutricionista no consultório e saber lidar com essa realidade é essencial para uma melhor saúde mental. Estes três pontos poderão te ajudar: 

  • Compreender que você é apenas um auxiliar na mudança do outro, não o responsável; 
  • Procurar o auxílio de outro nutricionista, ou um psicólogo, caso enfrente questões com a alimentação e o próprio corpo; 
  • Trabalhar com parcerias no desenvolvimento de projetos poderá te trazer mais segurança, principalmente se estiver no início da carreira. 

O nutricionista não atua ativamente com o tratamento da saúde mental e emocional, mas obter conhecimento sobre o tema é essencial para conceder mais atenção ao paciente. Reflita: 

  • Manter uma escuta ativa é um dos principais pontos para promover estratégias efetivas durante o tratamento e prezar pelo vínculo terapêutico, 
  • Respeitar os limites de cada e os seus estágios de mudança, mas sem deixar de lado intervenções ativas e reforçar a importância de algumas ações; 
  • Saber quais são os seus limites profissionais, ou seja, até que ponto o nutricionista pode ajudar? É preciso identificar o momento de sugerir um encaminhamento para outros especialistas, por exemplo. 

Tenha acesso a mais informações sobre saúde mental na página: https://janeirobranco.com.br

Até mais, um ótimo 2023!

Atualidades

Nutrição, Saúde Mental e Janeiro Branco

Recado importante: esse texto expressa uma opinião pessoal, ou seja, não é um aconselhamento profissional e você não precisa concordar comigo! Boa leitura 🙂 

Ao começar mais um ano, muitos refletem sobre o seu papel profissional na nutrição, traçando novas metas profissionais e buscando aprimoramentos. Também há um incentivo coletivo para que todos pensem mais sobre a própria saúde, não só física, como também mental. 

O objetivo da campanha ‘Janeiro Branco’ é justamente levar a atenção das pessoas para as questões e necessidades relacionadas à Saúde Mental e Emocional. 

Há maior prioridade no autocuidado quando cuidar do outro é uma atividade desenvolvida em nível profissional, como é o caso do nutricionista. Por isso, é preciso saber a hora de buscar ajuda. Ela pode ser encontrada em outro nutricionista, na terapia individual ou em supervisão profissional. 

É importante que aquele que trabalha com o cuidado esteja 100% presente, escutando, entendendo, analisando. Mas, e nas outras horas do seu dia? Você consegue cuidar de si? Quem cuida de você?

Então, como cuidar mais de si?

  • Entender que ninguém muda ninguém: o profissional nutricionista é um facilitador de mudanças. Se posicionar como inteiramente responsável pela mudança do outro não só reduz a auto responsabilidade do paciente, como também reforça a errônea posição de autoridade do profissional;
  • Separar ‘você’ da sua ‘profissão’: possuir uma profissão não quer dizer que você não possa ter questões nessa mesma área. Inclusive, é recomendado que busque auxílio com outro nutricionista quando encarar dificuldades na alimentação; 
  • Realizar acompanhamento psicológico: buscar acompanhamento com um psicólogo é determinante para conseguir desenhar uma linha mais clara entre você e sua profissão. Muitas questões externas são trazidas até o consultório, saber lidar com isso é essencial para a saúde mental; 
  • Ter apoio profissional: trabalhar com parcerias pode ser um grande incentivo, com o apoio de outros profissionais você pode desenvolver projetos, dividir espaços de trabalho, ou apenas compartilhar das dores e alegrias que é ser nutricionista.  

Tem uma frase que eu gosto bastante e reflete o quanto o cuidado não é de responsabilidade única daquele que cuida: “o bom médico é aquele que desperta o curador no outro”. Que possamos despertar o desejo nas pessoas de cuidarem de si! 

Para saber mais sobre “Janeiro Branco”, acesse: https://janeirobranco.com.br 🙂

Até mais!

Vida de nutricionista

Vida de Nutricionista: Saúde Mental

Recado importante: esse texto expressa uma opinião pessoal, ou seja, não é um aconselhamento profissional e você não precisa concordar comigo! Boa leitura 🙂 

Saiba quatro formas de cuidar mais de si

Faz poucas semanas que encerramos o mês de campanha em prevenção ao suicídio, Setembro Amarelo, e apesar de ainda estarmos a alguns meses de Janeiro Branco, saúde mental é um assunto a ser falado o ano inteiro, não acha?

Além de tudo, hoje é o Dia Mundial da Saúde Mental, por isso o assunto será sobre como cuidar mais de si e zelar por sua saúde mental sendo nutricionista

A postura tradicional de autoridade, adotada por alguns profissionais de saúde, pode não proporcionar um ambiente terapêutico seguro para o paciente/cliente. Já observou como algumas pessoas sentem medo de serem transparentes no consultório?

Quando o profissional apresenta uma escuta ativa, a chance das pessoas se sentirem mais confortáveis e compartilharem muito mais sobre si são bem maiores. Atuar dessa forma promove resultados mais satisfatórios, mas exige mais energia. Então, como cuidar mais de si?

  1. Entender que ninguém muda ninguém: não caia na cilada de querer mudar o outro, e na melhor das intenções, enchê-lo de “conselhos”. Inclusive, isso pode aumentar a resistência nos processos de mudança de comportamento. Lembre, o nutricionista é apenas um facilitador! 
  1. Separar ‘você’ da sua ‘profissão’: somos muito mais do que nutricionistas, essa divisão pode parecer turva muitas vezes, mas se lembrar disso é necessário. Possuir uma profissão não te isenta de não ter questões nessa mesma área. Inclusive, ter dificuldade para se alimentar como gostaria é normal, ok? 
  1. Realizar acompanhamento psicológico: se colocar como prioridade para cuidar do próximo é muito necessário. Inclusive, buscar acompanhamento com um psicólogo é determinante para conseguir desenhar uma linha mais clara entre você e sua profissão. Muitas questões externas são trazidas até nós em consultório, saber lidar com isso é essencial para nossa saúde mental. 
  1. Ter apoio profissional: alguns nutricionistas podem se ver em uma situação profissional um tanto competitiva. Por isso, ainda há muita insegurança para trabalhar com parcerias. Só que ter apoio pode ser essencial para o seu trabalho. Já pensou em desenvolver projetos em grupo, dividir um consultório, ou até mesmo apenas compartilhar das dores e alegrias que é ser nutricionista? 

Como sugestão, também deixamos outros textos – já postados aqui no Blog do Allivici, que complementam muito bem os pontos sugeridos:

Como motivar o seu paciente?

Autocuidado profissional

Parceria entre nutricionistas?

Boa leitura, até mais!

Atualidades

Vida de Nutricionista: Autocuidado Profissional

Recado importante: esse texto expressa uma opinião pessoal, ou seja, não é um aconselhamento profissional e você não precisa concordar comigo! Boa leitura 🙂 

O autocuidado, processo diário de atender às suas necessidades, é essencial para o nutricionista do ponto de vista profissional para cuidar melhor do próximo.

Cuidar primeiro de si não quer dizer que você precisa estar “sem problemas” para poder lidar com o outro (seria impossível). Apenas significa que deve haver maior prioridade no autocuidado quando estamos exercendo essa posição.

Para outros profissionais, como psicólogos, essa questão é muito clara. Porém, na nutrição esse conceito sempre aparentou estar muito mais associado e restrito à estética, ou com a forma de se alimentar. É importante que o autocuidado vá muito além disso!

“o autocuidado vem primeiro”

Os que trabalham como terapeutas e cuidadores, como muitos nutricionistas, precisam estar 100% presentes em seu trabalho, escutando o outro sem comunicar muito sobre si. Mas, e nas outras horas do seu dia? Se continuar sendo esse “cuidador”, quem cuidará de você?

Tem um livro bem curtinho que se chama “Caderno de Exercícios para Cuidar de Si Mesmo”, vale muito apena adquirir, inclusive para propor exercícios aos pacientes. 

Segue a sugestão de um exercício rápido: 

  • Escreva uma coisa apreciável a respeito de si mesmo e sinta o que acontece dentro de si quando estiver lendo-a em voz alta. Como se sentiu? Poderia repetir isso diariamente?

Além disso, ser nutricionista é apenas a nossa profissão. Podemos ter dificuldades em se alimentar como gostaríamos, como um médico pode ficar doente com maior frequência do que gostaria. Somos assim, humanos.

Por isso, é preciso saber a hora de buscar ajuda. Ela pode ser encontrada com outro nutricionista, na terapia individual ou em supervisão profissional. Nem sempre podemos nos “tratar”, independente do nível de conhecimento e especialidade que temos, e tudo bem!

Lembre também que você não precisa saber de tudo, ou é responsável pela mudança do outro – o nutricionista é apenas um mediador, um facilitador! Precisamos entender que ninguém muda ninguém! 

Nosso objetivo é possibilitar que o cliente entre em contato com o seu curador interior, é ser um espelho para que ele se veja, ao invés de nos ver como modelo, querendo ser como nós (1).

Uma vez escutei uma frase que ficou muito marcada:

“o bom médico é aquele que desperta o curador no outro”.

Infelizmente não encontrei a fonte, mas ela reflete muito bem o quanto o cuidado não é de responsabilidade única daquele que “cuida” no processo terapêutico, é preciso despertar nos outros o desejo de cuidarem mais de si! 

Até mais!