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Artigo Científico: Quais são as dietas mais realizadas no esporte?

É de comum conhecimento que uma alimentação planejada é essencial para atingir os resultados desejados na performance e recuperação do atleta e esportista. No entanto, nem sempre esse indivíduo está sendo acompanhado por um profissional.

Por isso, é de extrema importância que o padrão alimentar seja avaliado entre esse público. Um artigo recente avaliou os fatores mais determinantes para as escolhas alimentares no meio esportivo, assim como as dietas mais comuns.

Continuando o assunto da última semana, quais são as dietas, prescritas ou realizadas por conta própria, mais seguidas por esse público? 

Dietas no meio esportivo

  • Sem glúten 

A isenção de alimentos e produtos com glúten é relevante para pessoas portadores de doença celíaca, intolerância ao glúten e alergia ao trigo. No entanto, a dieta tem se popularizado entre muitos, inclusive no meio esportivo. A principal razão para a aderência desse grupo é a crença que o consumo de glúten seja a causa de patologias gastrointestinais. 

Outro fator relevante para a nutrição é que na restrição alimentar do glúten, também há uma redução dos alimentos fontes de carboidrato disponíveis para o consumo; fator que deve ser considerado, pois a maioria das modalidades necessita de um consumo alimentar adequado de carboidratos. 

  • Baixa em FODMAPs 

Essa dieta, restrita em alimentos com carboidratos de cadeia curta, apresenta alta taxa de sucesso no tratamento para síndrome do intestino irritável. Devido a grande preocupação com os sintomas gastrointestinais, essa dieta tornou-se popular no esporte. 

A restrição desses alimentos mais fermentáveis visam minimizar a ocorrência dos sintomas (distensão abdominal, cólicas, flatulência, eructação e etc). É importante que o devido acompanhamento seja realizado, evitando uma restrição alimentar excessiva, ou a carência de nutrientes, como cálcio.

  • Plant-based 

Dietas vegetarianas e veganas têm sido associadas com benefícios para a saúde, como na redução do risco de doenças crônicas. Há muitos fatores que podem ser motivadores para seguir esse estilo alimentar.

Ainda há poucos estudos que demonstram benefícios para a performance esportiva, mas por apresentar um perfil alimentar mais alto em carboidratos, pode ser vantajosa para modalidades que se beneficiam de um estoque de energia. 

Também apresenta benefícios pensando no perfil de antioxidantes e fitonutrientes. No entanto, mais atenção deve ser dedicada para o consumo de certos nutrientes, como ácidos graxos ômega 3, ferro, zinco, cálcio, vitamina D e vitamina B12. 

  • Produtos Funcionais 

Diferentes alimentos têm sido desenvolvidos pensando nas demandas alimentares do meio esportivo, como “barrinhas” com quantidade reduzida de açúcares, biscoito de arroz com adição de batata-doce, bebida de chocolate sem lactose e fortificada com leucina. 

A criação de alternativas como as citadas pode ser interessante para a redução do risco de desordens gastrointestinais e maior efetividade nos treinamentos.

  • Personalizada / Genética

Recentemente, conceitos como nutrigenômica e nutrigenética ganharam espaço no meio esportivo. Nesse contexto, nutrientes que podem impactar na expressão genética e os seus mecanismos são estudados. 

Leucina, por exemplo, é um aminoácido que impacta na atividade de diversas quinases e na sinalização da mTOR, funções associadas com a síntese proteica, desenvolvimento muscular e performance esportiva. 

A particularidade genética de cada um também tem sido considerada para a escolha da dieta adequada. Polimorfismos nos genes LAT1 e LAT2 podem impactar na taxa de absorção de aminoácidos BCAA, como a leucina. 

Conclusão 

De acordo com os estudos avaliados, diversas dietas são seguidas no meio esportivo. Há destaque para uma alimentação sem glúten, baixa em FODMAPs e baseada no consumo de plantas.

Ressalta-se que sempre o ideal é o consumo alimentar adequado individualmente, considerando o nível de treinamento, objetivos e fatores pessoais. 

Ter atenção para o consumo alimentar desse público é essencial, principalmente para produtos e serviços focados na genética, pois é uma temática que ainda necessita de muitos estudos diante da complexidade apresentada. 

Confira o artigo na íntegra aqui

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