Vida de nutricionista

Tutorial Allivici: Cadastro de paciente e nova consulta

Usar um software durante o atendimento permite que o nutricionista tenha apoio em diversas etapas, deixando tudo mais simples e automatizado. Para auxiliar quem é novo em nossa comunidade, segue o passo a passo de como realizar o cadastro de um paciente e iniciar uma nova consulta! Confira:

1. Para começar um novo cadastro vá no menu lateral, clique em paciente e depois cadastrar novo paciente. Se preferir, na tela inicial também há um atalho chamado “cadastrar novo paciente“;

2. Então, preencha os campos que aparecem. São três os obrigatórios: nome completo, CPF (garante que não tenham cadastros duplicados e facilita no momento da emissão de nota fiscal) e data de nascimento (indicamos todos os aniversariantes do mês).

Além disso, recomendamos inserir o e-mail da pessoa para que consiga enviar os resultados de Antropometria e do Plano Alimentar de forma automatizada quando finalizar a consulta. Indique também se o paciente apresenta alguma especificidade indicada (atleta, gestante, etc.), pois interfere na etapa de antropometria.

3. Após cadastrar um novo paciente você é direcionado para o começo de um novo atendimento. Caso a consulta seja para uma pessoa já cadastrada, no menu lateral clique em “pacientes”, depois em “listar” e selecione a pessoa desejada. Também é possível acessar a mesma página por um atalho na tela inicial: “cadastrar nova consulta“.

Tenha melhor controle financeiro do seu consultório preenchendo se o atendimento foi ou não pago e qual a forma de pagamento. É através do menu lateral que há acesso à essa ferramenta tão importante!

4. Para editar os dados de uma consulta já realizada, no menu lateral clique em “listar pacientes”, depois no nome da pessoa desejada e então em “acessar consultas já realizadas“. Lembrando que ao clicar no nome do paciente todas as ferramentas/funcionalidades específicas da consulta já aparecem (avaliação clínica, conduta, etc.) e você pode editar cada uma delas.

Nos próximos tutoriais explicaremos cada etapa que constitui uma consulta nutricional. Tenha um atendimento cada vez mais completo com o auxílio do nosso software!

Nutri, gostou de saber como utilizar essa ferramenta do Software Allivici?

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Até a próxima!

Atualidades

Artigo Científico: Relação entre deficiência de ferro e função tireoidiana

Ferro é um nutriente essencial para diversas funções fisiológicas, por isso que a sua deficiência é tão grave e está associada com muitas disfunções clínicas; a mais conhecida e comum é a anemia. O artigo que foi traduzido e resumido a seguir irá expor quais são as evidências atuais para o impacto da deficiência de ferro nas doenças tireoidianas!  

Introdução

Em pacientes com doenças tireoidianas a anemia por deficiência de ferro é uma comorbidade comum, afetando quase 5% da população. 

O funcionamento da enzima peroxidase tireoidiana (TPO), importante para produção de hormônios tireoidianos, é afetado pela deficiência de ferro, gerando impacto negativo na síntese e função dos hormônios tireoidianos. 

A deficiência de ferro também é comum entre mulheres grávidas e em idade fértil. Os hormônios tireoidianos desempenham um papel crucial no desenvolvimento fetal.

O objetivo do estudo em questão é resumir e avaliar as evidências disponíveis sobre a associação entre o estado de ferro e a função tireoidiana, a prevalência de deficiência de ferro em pacientes com doenças da tireoide e o impacto da suplementação de ferro na a função da tireoide. 

Materiais e Métodos 

A pesquisa foi conduzida em 2023 nas bases de dados Pubmed e Scopus. Foram incluídos estudos com modelo transversal, ensaio clínico randomizado controlado, caso-controle e coorte. Consideraram apenas estudos em que a amostra era composta por adultos, ou mulheres grávidas 

Entre os critérios de exclusão: estudos realizados em pacientes com comorbidades, ou em uso de medicamentos que afetem a função tireoidiana ou o nível de ferro; idade inferior a 18 anos; modelo de estudo in vitro, em animais, relatos de casos.

Resultados e Discussão 

Apenas dez estudos, de quatrocentos e dezoito encontrados, foram considerados para essa revisão. Nove avaliaram a associação entre deficiência de ferro (DI) e a função tireoidiana em mulheres grávidas ou em idade fértil. Apenas um estudo foi realizado na população geral.

Sete relataram uma relação direta com a gravidade da deficiência de ferro e os níveis do hormônio estimulador da tireoide (TSH). Os pacientes com DI apresentaram valores mais elevados, em comparação ao grupo controle. No entanto, três estudos não mostraram diferenças significativas nos níveis de TSH entre pacientes com e sem DI. 

Em quatro estudos, pacientes com DI, apresentaram aumento na prevalência de positividade para anti-tireoperoxidase (anti-TPO); já para anti-tireoglobulina (anti-Tg) em dois estudos. Apenas um estudo não encontrou diferenças nos níveis de anti-TPO e anti-Tg em relação aos níveis de ferritina sérica.

Níveis mais baixos de TSH, FT4 e FT3 foram encontrados em mulheres grávidas. As mulheres não grávidas apresentaram significativamente níveis séricos mais baixos de FT4 e FT3, mas sem diferença nos valores de TSH. 

É possível que as variações encontradas sejam por conta das diferentes populações incluídas nos estudos, alguns avaliaram gestantes, outros mulheres em idade fértil e alguns população em geral. 

Esta revisão sistemática e metanálise tem algumas limitações. Diferentes populações foram incluídas nos estudos, sendo a maioria realizada em mulheres grávidas. 

Os estudos consideraram diferentes pontos de corte de ferritina sérica para o diagnóstico de DI, apesar de <20 ng/dL ser comumente o ponto de corte. Além disso, muitos não consideram o nível sérico de iodo. 

A maioria dos estudos da literatura que incluem grupo controle são transversais. Ensaios prospectivos randomizados e controlados são necessários para esclarecer a importância do estado nutricional do ferro na saúde da tireoide, inclusive na população em geral ou em outros grupos de pacientes.

Alguns estudos sugerem que a DI está associada a um risco aumentado de disfunção tireoidiana, mas outros não encontraram nenhuma associação significativa. As evidências científicas ainda são inconclusivas e os resultados conflitantes. 

Conclusão 

Estudos publicados atualmente na literatura indicam uma possível relação entre ID, função tireoidiana e autoimunidade, especialmente em alguns grupos de pacientes. 

Análise de dados mostra que os níveis de hormônio tireoidiano são mais baixos em pacientes com DI, principalmente em gestantes. 

Apesar das limitações, a revisão em questão observou que a deficiência de ferro está associada com um aumento significante da prevalência de positividade de autoanticorpos tireoidianos (anticorpos antitireoglobulina e anticorpos antiperoxidase tireoidiana). 

Confira o artigo na íntegra aqui: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38004184/ 

Até mais!